Salvador, Brasil

Rio Vermelho

Salvador tem o Pelourinho para mostrar e o Rio Vermelho para morar. O bairro junta boteco, colônia de pescadores e tabuleiro de acarajé na mesma orla, e ninguém acha isso estranho. Eu também não.

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Detalhe da pintura de Rio Vermelho

O Largo de Santana virou Largo da Dinha por causa de uma baiana de acarajé. O tabuleiro começou com a avó dela, quase setenta anos atrás.

A Guerra das Baianas

Quando Cira e Regina quiseram montar tabuleiro no largo da Dinha, Salvador discutiu o assunto como se fosse eleição. As três ficaram no bairro, cada uma no seu canto. Acho justo. Eu pediria um de cada.

Detalhe da pintura de Rio Vermelho

Todo 2 de fevereiro a colônia leva os presentes para o mar. A Casa do Peso, de onde os barcos saem, foi construída pelos próprios pescadores.

Gente daqui

1960

Jorge Amado pagou a casa do Rio Vermelho com o dinheiro de Gabriela.

A casa da Rua Alagoinhas foi comprada com a venda dos direitos de Gabriela, Cravo e Canela para a MGM. Ele e Zélia Gattai receberam ali Neruda, Sartre, Simone de Beauvoir e Caymmi. Virou museu em 2014.

As cores do Rio Vermelho.

Azul Iemanjá

Amarelo casario

Branco de renda

Pedra do mar

Brasil

13,01 S 38,49 O

Salvador, SSA, a 21 km

O 2 de fevereiro, dia de Iemanjá

Onde fica.

Salvador, Brasil

Pintura de Rio Vermelho, em Salvador. Fritadeira de acarajé soltando cheiro de azeite de dendê na praça de Santana. Sentar na mureta olhando o mar revolto com cerveja de garrafa na mão faz qualquer preocupação parecer tola. Manhã de sol na enseada dos pescadores.